Eu que não tenho perspectivas
E meu passado não me agrada
Só tenho o meu presente
E desperdiço-o...
Com sentimentos que considero inúteis
Mas que não consigo viver sem
Eu, que me considero à frente do meu tempo
Apego-me a valores antiquados
Não o “eu” que as pessoas conhecem
Mas o “eu” que ninguém vê
O mesmo “eu” que as pessoas dizem amar
Mas poucas morreriam por ele
O mesmo “eu” que tenta esconder sua timidez
Com palavras que alegram
O “eu” que todos vêem
Pode parecer contente
Mas o ”eu” que ninguém vê
Fica se corroendo por dentro
Quer saber...
Faça o que quiser com esse “eu”
Porque eu não ligo mais.
[Zé gordo](29/07/2008 às 2:30 am)

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